
Logo após três ou quatro minutos do nascimento, com os olhos e os ouvidos ainda fechados, os filhotes de cães conseguem, pelo faro, encontrar as tetas da mãe sem que ninguém lhes tenha ensinado. Pela seqüência, os ouvidos, abrem-se após alguns dias e o cachorro começa a se familiarizar com os sons ambientes. Aos dez para doze dias abrem-se os olhos.
Os mamíferos em geral dispõem de cinco órgãos dos sentidos: tato, olfato, paladar, audição e visão. Eles são utilizados para caçar, perceber a presença do inimigo, procurar alimentos, encontrar a fêmea para o acasalamento, etc.
Assim, a forma com que os cães se comportam depende da maneira como eles percebem o mundo e para isso, utilizam os sentidos.
Apesar de apresentarem os mesmos sentidos que os humanos, esta percepção é diferente entre homens e cães, variando, inclusive a ordem de importância destes cinco sentidos na vida de cada um.
Abaixo falaremos um pouco sobre os sentidos dos cães. Assim, você poderá entender mais sobre o universo canino sabendo como respeitar suas diferenças.
OLFATO
O olfato é o sentido mais importante nos cães. Eles são capazes de detectar cerca de um milhão de odores. Enquanto os humanos utilizam a visão para se guiar, os cães utilizam o olfato para esta função.
O olfato auxilia no contato entre mãe e filho, na identificação de situações de perigo, no reconhecimento de fêmeas no cio, na busca e no reconhecimento dos alimentos. O olfato pode ser utilizado em combinação com o paladar para determinar o sabor dos alimentos na boca. Isto é facilmente verificado quando estamos resfriados ou quando tapamos o nariz.
Assim como o cérebro humano é estruturado para aprender línguas, grande parte do cérebro do cão é voltado para a interpretação de odores.
Pelo olfato os cães conseguem detectar um conjunto muito grande de animais de sua espécie, através dos odores liberados junto da urina e fezes de outros animais. As fezes, por sua vez, trazem muito mais informações que a urina, explicitando o seu status dentro de sua matilha e seu nível de segurança. E quanto maior a quantidade de marcas deixadas por um cão, mais poderosa é a sua posição na sociedade canina. Assim, cães tímidos e medrosos costumam colocar “o rabo entre as pernas” como forma de esconder informações sobre seu papel dentro da matilha.
Os cães possuem narinas móveis e utilizam o “farejamento” que facilitam a capacidade de percepção dos odores.
Muitos cães farejadores vêm sendo treinados para auxiliar os homens em diversas tarefas, como encontrar drogas e pessoas desaparecidas.
A sensibilidade aos odores é influenciada pela genética, havendo variações entre as diversas raças. A raça Bloodhound é considerada a de melhor olfato, possuindo mais de 200 milhões de células olfativas.
O encurtamento do crânio dos animais braquicefálicos, como o bulldog, cria um obstáculo à circulação do ar, diminuindo a capacidade olfativa nestas raças.
Cães de mucosa escura possuem uma melhor capacidade olfativa. Da mesma forma, o sexo e a idade também se relacionam com a capacidade olfativa, sendo que, as fêmeas são mais sensíveis aos odores que os machos, e animais idosos têm menor capacidade de olfação.